sexta-feira, outubro 27, 2006

queria

eu queria ser todo o teu sentido
tudo que tocas e a única coisa que tu vê.
ser teu único desejo, o todo do teu ser.
teu sorriso por inteiro, todas as palavras,
todo som, todo barullho, toda canção
queria já nem ter sentido, nem razão, nem motivo.
queria já não precisar querer tanto.
queria te esquecer.

terça-feira, outubro 24, 2006

pois é

o cotidiano me engloba como se eu fosse uma bola de chiclete e ele uma boca cheia de dentes vociferentes. tenho a impressão que ele me deseja tanto e saliva de vontade de me engolir quanto eu desejo e salivo por um balde de sorvete de chocolate com calda quente.
eu sempre pronta para implodir ou ser mastigada e nada de palavras dedicadas por longos dias - apenas as chatas irritantes palavras filhas do dia a dia. e filhas de outras mães que, a essa altura do campeonato, não são mais ofensivas. é preciso arranjar mães piores. definitivamente. e arranjar um passatempo e parar de escrever bobagens sobre as palavras. há sempre tanto e nada por dizer.