segunda-feira, agosto 14, 2006

sabe

caminha pela chuva com seu tênis de pano, uma sacola de plástico com as bolachas para a noite e o pensamento dividido pelas lembranças e contas.
seria um dia qualquer de estímulos poucos e irritações muitas senão a expectativa insistente de sentir tua imensidão oceânica e o calor da tua mão.e mais todas as outras coisas que não se pode descrever e que não se pode imaginar desenhar criar. porque o amor, a gente sabe. e só sabe.

terça-feira, agosto 01, 2006

um triz

enche o olho de água. respira fundo. continua. acaba dia, acaba.
. já não escuta ser chamada.
falseia alguma risada. aumenta o volume do som. renega a imagem do espelho.
.já não escuta ser chamada.
caminha devagar. esconde o pescoço na gola alta.esconde o pescoço o olho a boca. esconde sentimento esconde amor medo desprezo. esconde, esconde. acaba dia, acaba.
procura a verdade na poesia e só encontra rima barata.
por vezes fica feliz por ter vontade de chorar.
certa de que algo ainda vive, mesmo que triste, algo ainda insiste.

mas sabe, está por um triz.