não cinza
hoje eu enterro a poesia. morte a vida
palavras dadaístas mal diagramadas. mal rimadas. arrancadas da sua adorável função. recolocadas em alguma sem significância posição. talvez duchamp o faria glorioso, mas a reles condição presencial torna a imagem iniciante.
maldita obrigação de finale. nada grand.
pequeno, muito pequeno . ignorante. sujo . besta . maldito final.
sentimento perecível.
hoje eu sou o vazio, o famoso vazio.
me falta a companhia . ansiedade . melodia . arrepio . alegria . ciúme . cena.
e me falta tanto que não sei se algo ainda sobra.
já existem vermelhos outros
e agradecimentos.
perece. e renasce.
em outro corpo. outros olhos. outras cores. outras flores.
me faço tristeza
e me danço cítrica.
hora de renascer não cinza.
palavras dadaístas mal diagramadas. mal rimadas. arrancadas da sua adorável função. recolocadas em alguma sem significância posição. talvez duchamp o faria glorioso, mas a reles condição presencial torna a imagem iniciante.
maldita obrigação de finale. nada grand.
pequeno, muito pequeno . ignorante. sujo . besta . maldito final.
sentimento perecível.
hoje eu sou o vazio, o famoso vazio.
me falta a companhia . ansiedade . melodia . arrepio . alegria . ciúme . cena.
e me falta tanto que não sei se algo ainda sobra.
já existem vermelhos outros
e agradecimentos.
perece. e renasce.
em outro corpo. outros olhos. outras cores. outras flores.
me faço tristeza
e me danço cítrica.
hora de renascer não cinza.

"já existem vermelhos outros
e agradecimentos."
acho que entendo o que dizes.
esse com certeza é teu melhor texto que já li por aqui. pena que os melhores às vezes são os mais tristes. poesia com choro. lirismo com uma lágrima que desce bem devagar. mas eu espero que, como tu dizes, tu fiques bem.
fica bem.
abração!
Voltou a escrever.
Pena que foi com tristeza. mas diga-me. tão triste é o fim? A poesia cessa, a cortina cerra....
Kisses.
as palavras pesam, o peso de um amor mal medido. todos finais são pequenos perto da grandeza de nossos sentimentos. e em seguida tudo falta e depois assusta a falta que deixa de fazer. assusta mais a consciencia de tudo que estava ali e não valia. nao valia nossos dias. ou valia demais e nao soubemos ver. mas nada realmente vale o sentimento de quem está do nosso lado... ou o preço de um amor mal amado.
engraçados sao os fins, que passam deixando tantos buracos. depois desaparecem e parecem glorias. é a cicatriz das mudanças impregnando-se em nossas almas... tudo passa... tudo realmente passa.
mas nao, nao sao as palavras substitutas dos sentimentos. sao apenas mais uma maneira de tentar deixar que eles extrapolem meu ser. qualquer sentimento é grande demais para se ter só para si. quao egoista é aquele que ama e não divide? e mais, aquele que pensa que ama e nao permite que o outro parta, siga a sua vida em busca de alguém que o ame de verdade. é uma doença cruel essa de amar e ser amado, talvez ainda mais doente sejamos nós quando não amamos e não queremos abrir mão de quem parece nos amar. por medo da solidão... mas a verdade é que escrever qualquer um senta e escreve, sentir é coisa para os nobres. por isso tantos leem textos e os acham sem sentido, mal sabem eles que quem não sente são eles mesmos.
perdoe meus devaneios... tem dias que acordo muito perdida, dentro de mim mesma.
Sabe o que mais gosto na sua poesia? É a modo como você lida com o óbvio... falar de tristeza... dor... amor... com musicalidade e viceralidade!
bjin linda