quarta-feira, maio 10, 2006

cinza

no canto de um qualquer cinzeiro
uma mistura de morte, dor e silêncio.
O que um dia já foi inteiro
hoje é só lembrança
e erro.
não deve ser difícil ser acesa
mas ela,
ela já é cinza.
e agora é tão tarde e escuro...
e frio, tão frio.
insiste em usar o fogo
para afastar aquilo que faz bem.
deveria ficar quente
mas se consome.
e some, pra sempre.
o que mais arde
é que nunca quis ser contraste
nunca quis ser branco e preto.
sempre quis ser vermelho,
vermelho escarlate.

4 Comments:

Blogger john said...

E ela é , vermelha e arde, mas ás vezes o fogo some, e o fósforo cabeça quente, acende....
BEijos ! beijos! lindo poema, um dos tops! te gosto

11:20 PM  
Blogger The Catcher said...

vermelho escarlate...
vermelho do sangue que me corrói por dentro, que jorra do meu coraçao ferido pelo cinza antes chegado...

7:34 PM  
Anonymous Anônimo said...

agora eu queria ser de listras brancas. the white stripes!

7:51 PM  
Anonymous Anônimo said...

muito bonito, um dos mais belos q ja li, abração!!!

7:01 PM  

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