segunda-feira, abril 24, 2006

hoje me dispenso da tarefa habitual
de ser mais um operário
produtivo, consumidor e real.
tenho a licença
de ser hoje apenas um poema.
mais um item desnecessário
no relatório oficial.
fugindo das regras da sociedade,
enquanto todos suam pelo material,
passo o dia a produzir felicidade.